Rio Branco, capital do Acre, sediou em 1º de novembro um evento crucial para a internacionalização da economia amazônica. O encontro, intitulado “Conexões Produtivas: Oportunidades para a Indústria no Acordo Mercosul-União Europeia”, reuniu especialistas e autoridades para debater tendências de mercado e as vantagens do acordo para produtos da região.
Esta iniciativa é uma colaboração entre Sebrae, ApexBrasil, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Lançada em São Paulo no final de junho, com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, a ação já passou por Boa Vista e Itajaí (SC) e está programada para visitar outras cidades brasileiras nos próximos meses.
O Acordo Mercosul-União Europeia visa à redução de tarifas de importação e à ampliação do acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu, com foco em bioeconomia, agroindústria e sociobiodiversidade. Atualmente, a maior parte das exportações brasileiras para a União Europeia (72%) concentra-se em apenas cinco dos 27 países do bloco.
Bioeconomia
O gerente de Assessoria Internacional do Sebrae, Vinicius Lages, enfatizou o grande potencial do Acre para atrair investimentos em áreas como alimentos, bioinsumos e biotecnologia, que são vocações regionais. Ele destacou que diversas empresas locais já demonstram capacidade de transformar a biodiversidade em valor agregado.
O evento contou com a participação do ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, e do presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller. Durante o encontro, foi apresentado o Painel de Oportunidades do Acordo Mercosul-União Europeia por Estado, uma ferramenta gratuita da ApexBrasil que auxilia na identificação de produtos com potencial de exportação e benefícios tarifários para o mercado europeu.
Em coletiva de imprensa, o ministro Márcio Elias Rosa afirmou que o Acre está em uma posição favorável no comércio exterior. “O Acre registra resultados históricos no comércio exterior, com exportações nunca antes tão elevadas como neste ano. Já nos aproximamos de US$ 50 milhões em exportações, um número recorde, 3,9% superior ao mesmo período do ano passado”, declarou.
Com a disponibilização dessas ferramentas e oportunidades, espera-se que as empresas acreanas aprimorem sua preparação para atender às exigências do mercado internacional e expandam sua participação no comércio exterior.