RuralCast Show

ASSISTA: Corpo de Bombeiros destaca prevenção, salvamento e combate às queimadas durante o RuralCast na 2ª AGROTEC

Em entrevista ao jornalista Lenilson Guedes, capitão Jota Feliciano apresentou a atuação da corporação em Rondônia e reforçou orientações sobre afogamentos, queimadas e segurança durante o verão amazônico

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A 2ª AGROTEC, realizada em Porto Velho, também abriu espaço para aproximar a população do trabalho desenvolvido diariamente pelo Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia. Durante participação no RuralCast – Olá Rondônia, o capitão Jota Feliciano conversou com o jornalista Lenilson Guedes e apresentou detalhes da presença da corporação no evento.

Segundo o capitão, foi montado um estande destinado justamente a demonstrar à população diferentes segmentos de atuação dos Bombeiros, especialmente nas áreas de salvamento.

“Nós montamos aqui um estande que fala, demonstra o nosso trabalho realizado em todo o Estado.”

O espaço reúne equipamentos e materiais utilizados pelos militares no atendimento de ocorrências, permitindo que os visitantes conheçam de maneira mais próxima como funcionam algumas das atividades desenvolvidas pela instituição.

Além da exposição dos equipamentos, militares permanecem no local para orientar os visitantes, explicar a utilização dos materiais e esclarecer dúvidas sobre procedimentos de salvamento.

Equipamentos e demonstrações aproximam população dos Bombeiros

Durante a entrevista, Jota Feliciano explicou que o estande foi preparado para proporcionar uma experiência mais próxima da realidade operacional da corporação.

Um telão apresenta imagens e vídeos de ocorrências e atividades realizadas em campo, enquanto equipamentos utilizados em diferentes tipos de resgate ficam disponíveis para demonstração.

“É para a população conhecer de fato um pouco do nosso trabalho.”

A proposta, portanto, vai além de uma exposição institucional. A participação na feira também funciona como ferramenta de informação e prevenção, permitindo que o cidadão conheça equipamentos, procedimentos e orientações que podem fazer diferença em situações de emergência.

Verão amazônico aumenta preocupação com afogamentos

Um dos principais assuntos abordados no RuralCast foi a prevenção de afogamentos, especialmente durante o chamado verão amazônico, período em que aumenta a procura por rios, balneários, clubes e piscinas.

O capitão chamou atenção principalmente para os cuidados envolvendo crianças. Segundo ele, a supervisão precisa ser permanente quando os pequenos estiverem próximos da água.

“Com criança perto de água, não descuida nem um segundo.”

A orientação apresentada durante o programa é para que pais ou responsáveis permaneçam próximos, mantendo vigilância constante. O entrevistado ressaltou que a presença de salva-vidas em determinado ambiente não elimina a responsabilidade dos familiares.

“O seu filho é responsabilidade sua. Então é você que tem que estar atento.”

O alerta ganha importância principalmente em piscinas residenciais e ambientes de lazer, onde poucos segundos de distração podem resultar em uma situação de emergência.

Bebida alcoólica e água formam combinação perigosa

Outro ponto destacado durante a conversa foi o consumo de bebidas alcoólicas em balneários e áreas de banho.

Segundo o capitão, algumas pessoas, após consumirem álcool, acabam assumindo riscos que normalmente evitariam, como tentar atravessar rios ou nadar em locais perigosos.

Por isso, a recomendação é respeitar as determinações dos salva-vidas e evitar comportamentos que possam colocar a própria vida e a de outras pessoas em risco.

A entrevista reforçou uma mensagem direta: assim como bebida e direção não combinam, bebida e atividades aquáticas também representam uma combinação de risco.

O que fazer ao presenciar um afogamento?

Um dos momentos mais importantes da entrevista ocorreu quando o capitão explicou como uma pessoa deve agir ao presenciar alguém se afogando.

A primeira recomendação é clara:

“Se você não sabe nadar, não tente salvar nesse momento.”

Segundo Jota Feliciano, uma tentativa de resgate realizada por alguém sem treinamento pode transformar uma ocorrência com uma vítima em uma situação envolvendo duas pessoas em perigo.

A orientação é procurar oferecer à vítima algum objeto que tenha capacidade de flutuação, mantendo uma distância segura.

“Pode oferecer pedaço de madeira que flutue. Pode oferecer garrafa PET.”

A pessoa em situação de afogamento normalmente está submetida a elevado nível de estresse e pode tentar se agarrar a quem se aproxima. Por isso, entrar na água sem conhecimento técnico pode colocar o próprio socorrista improvisado em risco.

A prioridade deve ser oferecer um meio de flutuação e acionar profissionais capacitados para realizar o resgate.

Correnteza exige comportamento correto

A entrevista também trouxe uma orientação importante para pessoas que eventualmente se encontrem em dificuldade dentro de rios.

Segundo o capitão, tentar nadar diretamente contra uma correnteza pode provocar rápido desgaste físico e aumentar o risco de afogamento.

A recomendação apresentada é manter a calma, procurar flutuar e utilizar a própria direção da correnteza para se deslocar transversalmente em direção à margem, sempre que houver condições para isso.

“Não tentar nadar contra a correnteza. Isso não pode, vai cansar.”

A orientação evidencia como informações básicas de prevenção podem contribuir para evitar fatalidades em rios e outros ambientes naturais.

Prevenção às queimadas é trabalho permanente em Rondônia

Outro grande eixo da entrevista foi o combate às queimadas, problema que historicamente se intensifica durante o período de estiagem em Rondônia e na Região Norte.

Jota Feliciano explicou que o Corpo de Bombeiros atua em conjunto com outros órgãos públicos e participa de um comitê voltado ao planejamento e enfrentamento das ocorrências.

Segundo ele, esse trabalho não começa apenas quando surgem os incêndios. O planejamento e as atividades preventivas são realizados ao longo do ano, com equipes mobilizadas antecipadamente.

“A prevenção é um trabalho fundamental.”

O capitão destacou que orientar a população é parte essencial da estratégia, justamente porque determinadas práticas perigosas ainda são realizadas mesmo diante dos riscos conhecidos.

Queimar lixo também pode trazer graves consequências

Durante o RuralCast, o representante do Corpo de Bombeiros fez um apelo para que a população não utilize o fogo como forma de eliminar lixo doméstico.

A fumaça gerada pelas queimadas prejudica especialmente grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos, além de contribuir para problemas respiratórios e aumentar a demanda sobre os serviços de saúde.

“Evite estar tocando fogo porque prejudica a saúde do seu filho, dos seus pais.”

O capitão recordou períodos críticos enfrentados por Rondônia, quando a quantidade de fumaça comprometeu significativamente a qualidade do ar.

Ele também resumiu o impacto da prevenção destacando que impedir um único incêndio já representa um resultado importante para a corporação e para toda a sociedade.

“Cada incêndio que a gente conseguir evitar por conta da prevenção, para nós já é um ganho incomparável.”

Fogo às margens das rodovias coloca patrimônio e vidas em risco

A conversa também abordou incêndios provocados por comportamentos irresponsáveis às margens de estradas.

Bitucas de cigarro e ações deliberadas com fogo podem iniciar incêndios em vegetação seca, especialmente durante períodos de estiagem.

O capitão recordou uma ocorrência nas proximidades da Embrapa em que as chamas ameaçaram equipamentos e exigiram uma resposta rápida envolvendo Bombeiros e outras forças.

A mensagem foi de conscientização: provocar incêndios pode gerar consequências ambientais, patrimoniais e humanas, além de responsabilização do autor.

Corpo de Bombeiros destaca evolução da estrutura em Rondônia

A estrutura atual do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia também esteve entre os assuntos da entrevista.

Jota Feliciano afirmou que a instituição apresentou evolução significativa nos últimos anos em áreas como tecnologia, treinamento, conhecimento e organização.

“A gente evoluiu muito em tecnologia, em conhecimento, em treinamento de militares e também na estrutura.”

Segundo o capitão, atualmente a corporação possui uma organização formada por comando, coordenadorias, diretorias, agrupamentos e diferentes setores especializados.

O crescimento estrutural acompanha a necessidade de responder a diferentes tipos de ocorrências em um estado marcado por grandes distâncias, extensa rede hidrográfica e desafios relacionados aos períodos de seca e queimadas.

Salvamento aéreo amplia capacidade operacional

O salvamento aéreo também ganhou espaço no RuralCast.

O capitão destacou a existência de estrutura específica para operações aéreas e mencionou avanços conquistados pela corporação, incluindo a construção de hangar próprio e a disponibilidade de aeronaves para atendimento da população.

Essa capacidade amplia as possibilidades de atuação em operações que exigem rapidez, deslocamento para áreas de difícil acesso ou apoio especializado.

Trajetória dentro da corporação

Em outro momento da entrevista, Jota Feliciano falou sobre sua própria trajetória profissional.

O capitão recordou que iniciou sua carreira como soldado, posteriormente tornou-se sargento e, após aprovação em concurso interno, chegou ao oficialato.

“Eu fui soldado, fui sargento e depois passei no concurso interno para oficial.”

Para ele, a experiência adquirida nas diferentes funções teve papel importante em sua formação profissional.

“Foi o que me forjou, que me preparou para ser um oficial hoje.”

A declaração destacou a valorização da experiência adquirida ao longo dos anos de serviço dentro da instituição.

Participação na AGROTEC também tem caráter educativo

Ao final da entrevista, o capitão convidou os visitantes da 2ª AGROTEC a conhecerem o estande montado pelo Corpo de Bombeiros.

Além de conhecer os equipamentos, o público pode conversar diretamente com os militares e compreender melhor diferentes áreas de atuação da instituição.

“Passe aqui no estande do Corpo de Bombeiros [...] para conhecer o trabalho do bombeiro.”

A presença da corporação reforça o caráter diversificado da feira, que reúne empresas, instituições públicas, produtores e diferentes segmentos ligados ao desenvolvimento de Porto Velho e de Rondônia.


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